A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo da África do Sul confirmaram nesta quarta-feira (6) que a cepa do hantavírus identificada em passageiros de um cruzeiro internacional é do subtipo Andes — considerada a única variante conhecida com capacidade de transmissão entre humanos.
Até a última segunda-feira (4), a OMS havia registrado sete casos suspeitos da doença, sendo três mortes relacionadas ao surto.
De acordo com autoridades de saúde, dois passageiros do navio foram desembarcados na África do Sul após apresentarem sintomas da infecção. Exames laboratoriais confirmaram a presença da cepa Andes do hantavírus. A Suíça também informou ter identificado o mesmo vírus em um paciente que segue internado no país europeu.
Um dos infectados é um homem britânico, que permanece em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital sul-africano. Já a segunda passageira teve a infecção confirmada após a morte.
O hantavírus é geralmente transmitido por meio do contato com partículas suspensas no ar provenientes de fezes, urina ou saliva de roedores infectados. No entanto, a variante Andes, registrada principalmente em regiões da Argentina e Chile, possui histórico raro de transmissão direta entre pessoas.
As autoridades de saúde seguem monitorando os passageiros e tripulantes do cruzeiro para evitar novos casos da doença.
📷 Divulgação/CDC/Cynthia Goldsmith